Folheto Celebrativo - Via Sacra - Arquidiocese da Paraíba do Sul




FOLHETO CELEBRATIVO 

VIA SACRA 

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Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:


Pres.: Em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.
℟.: Amém.
Pres.: O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.
℟.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


Pres.: Senhor Jesus Cristo, vós com tanto amor entrastes nesta via para morrerdes por mim; eu porém tantas vezes vos desprezei! Agora, de toda a minha alma vos amo e, porque vos amo, arrependo-me do fundo do coração de ter-vos ofendido. Perdoai-me e permiti que vos acompanhe nesta via. Vós, por amor a mim, caminhais para o lugar em que por mim haveis de morrer, e eu também, por amor a vós, desejo acompanhar-vos para convosco morrer, amantíssimo Redentor. Ó meu Jesus, desejo convosco viver e morrer!


℟.: Amém.


PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,
Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.




Contemplemos como Jesus Cristo, já flagelado e coroado de espinhos, foi por fim injustamente condenado à morte por Pilatos.

Leitor: Quando o “povo” pediu a crucificação de Jesus, Pilatos pediu água
e lavou as mãos, dizendo: “Não sou responsável pelo sangue deste homem.
É um problema de vocês”. Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Pres.: Pai das Misericórdias, tende piedade pelas vezes que condenei meu semelhante. Perdão pela minha posição de juiz(íza) injusto(a), que apenas condena e se sente melhor que o outro. Misericórdia!

Pai-nossoAve-MariaGlória.

CANTO: 

Ao morrer crucificado / Teu Jesus é condenado.
Por teus crimes, pecador / Por teus crimes, pecador
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS LEVA A CRUZ

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,
Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.


Contemplemos como Jesus Cristo, levando a Cruz aos ombros, lembrava-se no caminho de oferecer por nós ao Pai eterno a morte que havia de sofrer.

Leitor: Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao monte
Calvário ou Gólgota, onde será crucificado. A cruz era um antigo
instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte.

Pres.: Pai misericordioso, Vós me ensinais, por intermédio de Vosso Filho Jesus, que devo tomar a cruz de cada dia, devo assumir a minha filiação divina e minhas limitações humanas; devo entender que a cruz e o sofrimento, muitas vezes, não são consequências do pecado ou um castigo, mas um instrumento para minha salvação. Senhor, tomo hoje a minha cruz, a cruz de hoje, e preciso carregá-la e enxergá-la com gratidão e esperança de salvação. Amém!


Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.


CANTO: 

Com a cruz é carregado / E do peso, acabrunhado
Vai morrer por teu amor /Vai morrer por teu amor
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.



Contemplemos a primeira queda de Jesus sob o peso da Cruz. Tinha Ele a carne, por causa da cruenta flagelação, ferida de muitos modos e a cabeça coroada de espinhos; derramara ainda tanto sangue, que mal podia mover os pés por falta de forças. E porque era oprimido pelo grave peso da Cruz e açulado sem clemência pelos soldados, por isso aconteceu-lhe de cair muitas vezes por terra ao longo do caminho.

Leitor: Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo
está coberto de sangue, suas forças esmorecem, e ele cai. Com chicotes,
os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho para o Calvário.

Pres.: Pai das Misericórdias, minhas quedas são inúmeras e, muitas vezes, inevitáveis; até tento não cair, mas minha fraqueza, minha limitação, minha autossuficiência me impedem de permanecer de pé. Fraquejo como ser humano que sou, por isso conto com Vossa graça para me levantar e prosseguir. Amém!


Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.


CANTO: 

Pela cruz tão oprimido / Cai Jesus desfalecido
Pela tua salvação / Pela tua salvação.
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.


QUARTA ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.


Contemplemos como deve ter sido o encontro, neste caminho, do Filho e da Mãe. Jesus e Maria se olharam entre si, e os olhares mudos que trocaram foram outras tantas setas a atravessar o coração amante de ambos.

Leitor: Mãe e filho se encontram e se abraçam em meio à dor. Eles tudo
partilham, até a cruz, até o fim. Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar
este momento sofrido, expresso em seus rostos.

Pres.: Pai misericordioso, que escolhestes Maria para ser a Mãe do Salvador,
ajudai-me nesse caminho. Que a Mãe de Jesus seja também consolação,
presença na minha vida. “Mãe, passo por várias dificuldades, tribulações, e tenho vontade de desistir. Que a Senhora, que é Mãe da Misericórdia, me anime a perseverar na obediência aos mandamentos do Senhor. Amém!”

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Vê a dor da mãe amada / Que se encontra desolada
Com seu filho em aflição / Com seu filho em aflição
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

QUINTA ESTAÇÃO: JESUS RECEBE A AJUDA DE SIMÃO CIRENEU 

Pres.: Nos Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.


Contemplemos como os judeus obrigaram Simão de Cirene a carregar a Cruz atrás do Senhor, vendo Jesus quase expirar a cada passo devido ao cansaço e temendo, por outra parte, que morresse no caminho aquele que queriam ver pregado à Cruz.

Leitor: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, Simão de Cirene, que
voltava do campo, foi obrigado a carregar a cruz para que Jesus não
desfalecesse pelo caminho, pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão.

Pres.: Pai das Misericórdias, Vós enviastes Vosso Filho Jesus para salvar a humanidade do grande mal – o pecado. Vosso Filho Jesus fez bem todas as coisas, mas, apesar disso, quis a ajuda de homens para Vossa obra.
O Senhor me dá esta grande lição: não sou bom sozinho, sozinho nada posso. Curai, Senhor, todo meu egoísmo, pois muitas vezes quero fazer do meu jeito, não me abro aos outros, não partilho, e, por isso, erro. Pai, misericórdia, pois Vós, mesmo sendo Deus, quisestes partilhar Vosso melhor, e eu também preciso partilhar o meu melhor e acolher o outro como irmão e não como inimigo. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.
CANTO: 

No caminho do Calvário / Um auxílio é necessário
Não lhe nega o Cireneu / Não lhe nega o Cireneu.
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

SEXTA ESTAÇÃO: VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.


Contemplemos como aquela santa mulher Verônica, vendo Jesus abatido pelas dores, com o rosto banhado em suor e sangue, estendeu-lhe um pano em que, purificada a face, Ele deixou impressa sua imagem.

Leitor: Uma mulher que assistia à passagem de Jesus se comove ao ver a
cena e decide limpar a face do condenado tingida de sangue. No pano
usado por Verônica ficou gravado o rosto de Jesus.

Pres.: Pai misericordioso, perdão pelas vezes que, mesmo tendo o nome de cristão(ã), não revelei a Sagrada Face de Vosso Filho. Perdão pelas vezes que não vivi a caridade e, por isso, não convenci, porque o convencimento não vem apenas pelas palavras, mas, principalmente, pela boa conduta, pelo amor impresso no coração e na vida. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Eis o rosto ensanguentado / Por Verônica enxugado
Que no pano apareceu / Que no pano apareceu
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

SÉTIMA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ

Pres.: Nos Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos a segunda queda de Jesus sob o peso da Cruz, na qual se lhe aprofundam todas as chagas da venerável cabeça e de todo o corpo, e se renovam todas as angústias do doloroso Senhor.

Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava. Seu espírito estava preparado,
mas seu corpo estava esgotado e abatido. Por isso, caminhava com
dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz.

Pres.: Pai das Misericórdias, Vosso Filho Se fez pecado para me salvar. Que nas minhas quedas eu não me esqueça desse amor tão grande que o Senhor tem por mim. Senhor, mesmo que eu sinta que as minhas forças estão se acabando, levantai-me com a Vossa misericórdia. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 
Outra vez desfalecido / Pelas dores abatido
Cai por terra o salvador / Cai por terra o salvador
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

OITAVA ESTAÇÃO: JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos como estas mulheres, vendo Jesus morto de cansaço e coberto de sangue, são tocadas de comiseração e choram copiosamente. Mas, voltando-se a elas, Ele diz: “Não choreis por mim; antes, chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.

Leitor: Já estavam próximos do monte Calvário. Jesus, abatido pela dor e
vendo suas forças esgotadas, ainda tem ânimo para consolar as mulheres
que, chorando, lamentavam o sofrimento dele.

Pres.: Pai misericordioso, vinde em meu socorro, em meu auxílio, pois preciso ser consolado(a). Sofro pelos meus pecados, sofro porque sou gente; às vezes, acerto sem querer, e, quando quero acertar, erro. Consolai-me, Senhor, em minhas dores, em minhas enfermidades interiores e físicas. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Das mulheres que choravam /Que fiéis O acompanhavam /
É Jesus consolador /É Jesus consolador /
Pela virgem dolorosa /Vossa mãe tão piedosa /
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

NONA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos a terceira queda de Cristo sob o peso da Cruz. Caiu porque era demasiada a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos algozes, que lhe queriam acelerar a marcha, embora Ele mal pudesse dar um passo.

Leitor: Jesus já não suporta o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira
vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para
aliviar a dor, mas ele não quis beber.

Pres.: Pai das Misericórdias, ajudai-me nas minhas quedas, que são muitas. Sou tentado(a) a desistir, pois me sinto sem forças. Peço que envieis sobre mim, por Jesus, o Vosso Espírito Santo, pois ainda que venham os ataques, as perseguições do corpo e da alma, pelo fato de estar Vos seguindo, que Vós sempre me levanteis, que Vosso Espírito me conduza. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Cai terceira vez prostrado / Pelo peso redobrado
Dos pecados e da cruz / Dos pecados e da cruz
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

DÉCIMA ESTAÇÃO: JESUS É DESPIDO DE SUAS VESTES

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos com que violência arrancaram as vestes a Cristo. Como o traje interior estivesse muito pegado à carne, aberta pelos flagelos, os carnífices, ao puxarem-lha, rasgaram-lhe também a pele. Tenhamos compaixão de Nosso Senhor e lhe falemos assim:

Leitor: Os soldados tomaram as roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para
ver a parte que cabia a cada um. Assim se cumpre a profecia: “Repartiram
entre si minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.

Pres.: Pai misericordioso, a nudez do Vosso Filho me mostra que devo cuidar de mim, que sou templo do Vosso Espírito, que sou sagrado(a) também exteriormente. Perdão, Senhor, pelas vezes que usei vestes inadequadas, pelas vezes que seduzi e levei pessoas ao pecado. Perdão, porque não cuidei de mim. Senhor, que a nudez de amor de Vosso Filho cubra a minha nudez de malícia e sedução. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Das suas vestes despojado / Tão chagado e pisado
Eu vos vejo meu Jesus / Eu vos vejo meu Jesus
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É PREGADO NA CRUZ

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta, deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.

Leitor: Jesus é crucificado. São cravados pregos de ferro que lhe rasgam a
carne, dilacerando mãos e pés. A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre
o céu e a terra. Agora é o fim, ele está definitivamente condenado.

Pres.: Pai das Misericórdias, Vosso Filho foi pregado na Cruz. Ele se fez pecado para me salvar, levou a Cruz e nela foi pregado por obediência a Vós.
Senhor, hoje eu peço que seja crucificado tudo aquilo que me separa de Vós. Toma na Cruz, do Vosso Filho, os meus pecados. Nesta hora, decido romper com todo pecado. Que na Cruz sejam pregados todos os males que me separam de Vós. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Sois por mim na cruz pregado /Insultado e blasfemado /
Com cegueira e com furor / Com cegueira e com furor /
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa/
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ

Momento de meditação (3 minutos) 

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta, deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.

Leitor: Depois de longa agonia, Jesus lança seu último grito do alto da
cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Em seguida, inclinou a
cabeça e entregou o espírito a Deus.

Pres.: Pai misericordioso, na morte do Vosso Filho na Cruz surge a minha morte para o pecado; na morte de Cruz do Vosso Filho, surge a vida nova. Senhor, que morram em mim todas as realidades que me afastam do Vosso amor. A Cruz do Vosso Filho não é maldita, mas bendita, porque é Salvação. Amém.

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Meu Jesus por nós morrestes / Por nós todos padecestes /
Oh! Que grande é a vossa dor /Oh! Que grande é a vossa dor /
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa /
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos Jesus preso à nossa Cruz. Após três horas de luta, consumido enfim pelas dores, Ele deu o corpo à morte e, de cabeça inclinada, entregou o espírito.

Leitor: Às vésperas do sábado, José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos, José comprou um lençol de
linho, desceu o corpo da cruz e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe,
recebeu-o em seus braços.

Pres.: Pai das Misericórdias, Vós amastes a humanidade por intermédio de Vosso Filho Jesus. Destes a Ele uma mãe, Maria, a Mãe da Misericórdia. “Mãezinha do Céu, me acolhe no teu colo, preciso de consolação, de amor e de cuidado. Um pouco antes da morte do teu Filho, Ele te encarregou de me acolher. Mãezinha, me acolhe e me ama. Amém!”

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

Do madeiro Vos tiraram / E à mãe Vos entregaram
Com que dor e compaixão / Com que dor e compaixão /
Pela virgem dolorosa / Vossa mãe tão piedosa
Perdoai ó meu Jesus, perdoai ó meu Jesus.

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO

Pres.: Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos,

Ass.: porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo..


Contemplemos como os discípulos levam Jesus exânime ao lugar da sepultura. Triste, a Mãe os acompanha e com as próprias mãos acomoda o corpo do Filho à sepultura. Fecha-se este, enfim, e todos vão-se embora.

Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol, José de Arimateia colocou o corpo
de Jesus num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido
sepultado, e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo.

Pres.: Pai misericordioso, a dor da morte ainda é estranha, enterrar alguém é ainda sofrido. Vós, por intermédio da morte e sepultamento de Vosso Filho, abençoastes todas as moradas provisórias que acolhem o corpo de entes queridos. Que pelo sepultamento de Jesus, Vosso Filho, sejam semeadas no meu coração a esperança e a lembrança das palavras: “Mas no terceiro dia, ressuscitará” (Mt 20, 19 b). Eu creio na Ressurreição, Pai, creio na Vida Eterna. Mesmo me deparando com a separação física dos meus, enchei meu coração de alegria e esperança por esse encontro definitivo convosco. Amém!

Pai-nosso, Ave-Maria, Glória.

CANTO: 

No sepulcro Vos deixaram/ sepultado Vos choraram/
magoado o coração,/magoado o coração
Pela Virgem dolorosa / Vossa Mãe tão piedosa
Perdoai, ó meu Jesus! Perdoai, ó meu Jesus.

ORAÇÃO FINAL

Pres.: Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação, queremos dar graças pela meditação que fizemos ao percorrer a caminhada dolorosa de Jesus, que também é nossa. Pela Via-sacra do Vosso Filho Jesus Cristo, nosso Salvador, aprendemos que a vida é um presente, um dom, e que os sofrimentos são inevitáveis, mas, ao mesmo tempo, encontramos consolação e esperança em Vossa infinita misericórdia. Amém!

Rezar: Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Pela intenção do Sumo Pontífice, para ganhar as indulgências.

BENÇÃO

Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
Segue-se o rito de despedida. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

Pres: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom.
Ass: Porque é eterna a sua misericórdia.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Feliz daquele que foi perdoado da sua culpa, e absolvido dos seus pecados. Alegrai-vos, irmãos, e exultai no Senhor. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass: Graças a Deus.





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